Relógio de rua também poderá ser usado pela iniciativa privada; prefeitura quer arrecadar R$ 2,2 bilhões
A cidade de São Paulo deve, nos próximos meses, voltar a ter propaganda em pontos de ônibus e relógios de rua. Na noite de terça-feira, depois de três anos parado na Câmara Municipal, o projeto do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) que permite a concessão de relógios de rua e de abrigos de ônibus para a iniciativa privada realizar publicidade foi aprovado em primeira discussão pelos vereadores. A proposta agora passará por segunda votação na própria Câmara e será sancionada pelo prefeito até o final do mês.
Após a sanção, a prefeitura terá de abrir licitação para definir a concessionária do serviço. Há a possibilidade de que a cidade seja dividida em lotes. A previsão é de que a concorrência dure três meses. Essa será a maior autorização de propaganda em local público desde a aprovação da Lei Cidade Limpa, em 2007.
Arrecadação
A prefeitura espera arrecadar R$ 2,2 bilhões com a publicidade nesses equipamentos nos próximos dez anos. A concessão será válida por 20 anos, prorrogáveis por mais dez. Dentro do projeto, há a previsão da ampliação do número de relógios de rua de 320 para 850. Em relação aos pontos de ônibus, a publicidade poderá ser explorada nos cerca de 7 mil abrigos existentes e outros 16 mil que vão ser instalados. Ao total serão cerca de 24 mil locais.
Os novos relógios de rua, além da hora, trarão informações sobre temperatura e qualidade do ar. Além disso, eles terão câmeras de monitoramento que poderão ser usadas por prefeitura, CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e polícia. Os novos abrigos de ônibus também ganharão câmeras.
Fonte: Destak Jornal-SP



